domingo, 28 de agosto de 2011

As vezes me pergunto.



"As vezes me pergunto. O que eu faço nesse mundo? Quais são meus amigos de verdade? Ainda existem sonhos e objetivos? Porque sinto tanto medo da certeza? Eu faço a diferença? Simplesmente, nada melhor que uma pergunta pra responder as que eu procurei sem pensar por uma resposta nada óbvia."

Micaela Mariane

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Não sou legal...



Não sou legal. Não sei ser simpática, e não ando sorrindo pra todo mundo. Não ando de salto, porque o all star é mais confortável. Não escuto as musicas que me mandam. Não sei agradar as pessoas, e nem tento. Sou tímida, então eu não corro atrás. Prefiro esmalte preto. Não sou uma aluna exemplar, copio os tema dos colegas; não tiro notas altas, mas sempre tenho uma nota média graças a inteligência de meus amigos. Não tenho tudo o que quero, mas sei valorizar tudo o que tenho. Não me importo sobre o que acham e falam de mim. Concordo quando me dizem que sou louca. Não sei rir e nem falar baixo. Não sou discreta. Tenho medos infantis. Tenho a minha opinião. Uso a minha imaginação. Não sou criativa. Ando sozinha. Não lembro dos meus sonhos. Espero por alguém que talvez não vai chegar. Já olhei pra um ursinho e acreditei que ele me entendia. As vezes não me sinto normal. Já chorei quando meu dia foi feito pra sorrir. Já me joguei na cama, e fingi dormir, só pra pensar na minha vida em silêncio. Falo palavrões, mas sei ser educada. Já esqueci das datas mais importantes. Poderia fazer um livro contando meus micos. Eu me senti vazia e incompreensível, sendo que eu não compreendia ninguém. Já tentei esquecer o inesquecível. Já fugi quando precisava ficar. Já sai correndo por aí sem motivos. Teve dias que chorei sem saber o porquê. Já sai da aula. Menti pros meus pais, mas sempre contei a verdade. Tentei organizar meus pensamentos e não consegui. Mas eu sei amar. Então é melhor não brincar comigo, achando que sou apenas uma boba descontrolada, porque eu sinto, eu tenho um coração, e eu sei amar.

Micaela Mariane

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Enquanto...


"Enquanto você me ignora, vive feliz sem mim, e talvez nem lembre meu nome, eu continuo aqui –  buscando informações pra lembrar tudo o que um dia me fez feliz, de tudo que um dia alegrou meus dias, de qualquer sinal que represente a sua volta. Em busca de qualquer coisa pra não lembrar a minha dor, mas alguma coisa que não me faça esquecê-la. Vivendo uma situação limite."

Micaela Mariane







sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Existe um coração.




"Talvez o silêncio seja apenas um sinal de que ainda a um coração batendo aqui dentro.
Amar não foi um erro, foi uma decisão, foi uma escolha. 
Não nego as conseqüências, vivo feliz por conhecê-las.
Acordar das fantasias talvez não tenha sido fácil, mas não foi impossível – não pra alguém determinada a reconstruir todos os sonhos destruídos, talvez não exatamente iguais, mas decisivamente de mesma intensidade e coragem que eu sei que ainda tenho, e guardo em sete chaves aqui dentro, em um coração desorientado, que vive em busca de novas emoções e de novos destinos agora sem medo de errar."

Micaela Mariane

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Qualquer coração vazio.


Ele me ama. Me protege de tudo e de todos. Em sua vida, estou em primeiro lugar. Ele cuida de mim. Sonha comigo e vem todo feliz me contar. Faz brincadeiras e anima meus dias. Me ajuda nos deveres. Não mente pra mim. Nunca me enganou, muito menos me traiu. Me conta segredos. Me encontra. Montou todos os pedaços de meu coração destruído. Me faz sonhar, e acreditar que é possível uma vida melhor, e que sempre é bom tentar e arriscar, porque perder é natural. Ele sempre me diz que tudo vai ficar bem. Ele escuta minhas musicas. Ele conhece meus medos e me ajuda a vencê-los. Ele canta pra mim, e não importa como a sua voz está no momento. Ele me liga. Tem ciúmes e medo de me perder. Ele briga por mim. Conta a todos que é feliz ao meu lado. Me leva pra caminhar e senta comigo na praça. Ele brinca com a minha guitarra. Ele é tão idiota! (♥). Ele me diz todo o dia, o quanto eu sou importante. Ele é louco como eu. Ele faz planos para nosso futuro. Ele me chama de amor e diz que eu sou a mais chata. Ele limpa as minhas lágrimas, e escuta todas as minhas angustias. Ele é meu confidente, meu melhor conselheiro. Ele torna tudo mais agradável. Ele me faz feliz... 
E eu ainda espero por perfeição. Eu ainda espero por ele. Ainda espero o impossível. Eu ainda me sinto uma idiota procurando espaço em qualquer coração vazio. Incrível é desconhecer minha esperança. 

Micaela Mariane

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um déjà vu.




Foi como um déjà vu. Talvez uma visão inesperada de algo que não vai acontecer, quem sabe só mais um pesadelo, mais um medo. Reviver a mesma cena, no mesmo lugar, mas com pessoas diferentes. Impossível? Aquela sensação já vivida, que não passa de mais uma ilusão, interferiu minha recuperação. E a dor voltou a me visitar; a cada vez mais forte, com intensidade desconhecida.
Como eu queria sumir. Correr pra bem longe sozinha, e gritar sem esconder das pessoas o que eu sinto, por que longe eu não precisaria sofrer em silêncio. Talvez eu seja esperta de mais; esperta o bastante pra saber que não vai mais acontecer, que não vai mais voltar, e que um dia, eu possa sentir falta dessa dor que hoje é desnecessária e atordoante. E quando isso acontecer? Eu devo sair correndo em busca daquela árvore em que escrevemos juntos o eternamente? Olhar a calçada que com um giz escrevi seu nome junto ao meu e lembrar que a chuva apagou tudo? Eu não precisava chegar a essa conclusão, a esse ponto da consciência exata. 
E a cena se repete em minha cabeça que gira em busca de um lugar seguro. E o meu vazio invade tudo que corria bem; o que talvez fosse insuportável, mas eu reagia as minhas emoções – as que me deixavam como uma morta-viva, e aquelas que insinuavam que meu coração batia, e, eu precisava correr atrás de motivos para me manter disposta – ou pelo menos de pé.
Talvez delirar não fosse tão ruim assim, se eu não sentisse tanto ou esperasse demais.
Me sinto perdida no mesmo caminho – entre a duvida e o desespero, tento achar o lado certo. Dividida entre dois mundos, refletindo o que prometi esquecer; e isso dói, mais do que poderia doer, mais do que eu pensei que fosse possível, mas que a probabilidade de conseguir ser forte o bastante, mais do que eu esperava ter que ser pra suportar.

Micaela Mariane

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não me abandone.



Eu não tenho culpa. Eu não posso ter culpa. Eu não posso mais me sentir culpada - me enfrento assim, todos os longos dias, esperando pela noite silenciosa, que me deixa chorar em paz.
Nunca foi tão fácil entender o que eu sinto.
Ferida, acabada, destruída. Foi assim que construí meus medos inúteis.
Não me culpe por não saber responder suas perguntas. Não consigo.
Eu não quero concluir o que não tenho certeza. Isso se difere a cada momento.
Eu não quero me arrepender com todos os meus atos. Eu não tenho mais a certeza de exatamente nada.
Novamente com um vazio. Com toda aquela dor que suportei por longos tempos. Toda aquela ferida cicatrizada, que se abriu novamente, mas agora, de um jeito diferente. Como se fosse um novo buraco.
Mãos entre os joelhos, me abraçando sozinha, firme. Tentando suportar essa dor; a nova dor.
Não preciso mais dormir pra sonhar os pesadelos. Preciso manter a pulsação.
Eu preciso de um tempo; só me dê mais um dia pra pensar. 
Não me abandone; eu preciso saber que ainda espera por mim. 
E assim eu me torturo, vivendo uma situação limite.
Minha cabeça continua girando; sinto-me tonta procurando as respostas pras perguntas que eu criei; aquelas desnecessárias.
Aos poucos vou cansando dessa mesma mesmice, e quando eu cansar, espero ter você por perto pra poder lhe dizer o que eu nunca disse. Então, não me abandone.

Micaela Mariane